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  • Foto do escritorFlávia Ibri

Desenrolando o novelo do autoconhecimento

Atualizado: 9 de dez. de 2021



Aproveitei o final de semana para fazer uma sessão pipoca caseira. Filme escolhido pelo meu filho Martin de 7 anos, Moana. Eu, como grande fã da Disney e seus filmes repletos de mensagens tão profundas e atuais, amei a escolha!


A personagem principal, que leva o nome do filme, está iniciando sua fase adulta e tem muitas dúvidas sobre o que nasceu pra ser.


Seus pais, seguindo tradição familiar milenar, já tem o destino dela todo traçado. Mas, como em qualquer boa história, Moana tem um desejo íntimo, latente, que a deixa inquieta e curiosa, seguindo uma jornada diferente daquela desenhada por seus ancestrais.


Como amante do desenvolvimento humano, aproveito cada oportunidade para traçar um paralelo para o Martin e ir por meio de histórias, aumentando o seu repertório e preparando-o pouco a pouco para o mundo. E sigo incentivando sua curiosidade e perguntas que são tão numerosas e diversas especialmente nessa fase de sua vida.



Assistindo ao enredo, lá pela metade do filme, Martin me pergunta: “mas mamãe, como a gente descobre o que nasceu pra ser?”


Entendendo a importância da pergunta - e mais ainda da minha resposta - pausei o filme e expliquei pra ele que a forma mais simples de descobrir isso é experimentando.


Enquanto seus olhinhos cor de jabuticaba olhavam fixamente os meus fui usando as cenas do filme como exemplo, pra reforçar que até que estejamos abertos para se permitir conhecer coisas - comidas, matérias na escola, esportes etc - a gente não vai descobrir do que gosta e, em especial, do que não gosta.


Que somente experimentando o máximo de coisas possíveis ele poderá conhecer aquelas pelas quais é realmente apaixonado, sente mais prazer ao fazer e não vê a hora passar enquanto faz!


Claro que não aprofundei sobre a importância do treino pra aprimorar a técnica, ou sobre o estado de plenitude (“flow”) e alinhamento entre propósito e suas futuras escolhas profissionais, afinal ele só tem 7 anos.


E pra fechar com chave de ouro, terminando o filme ele olha pra mim, sorrindo com sua boquinha banguela, e completa: “é mamãe, agora já sei que pra ser feliz, como você sempre deseja que eu seja, preciso experimentar para descobrir!”


Sei que ter a oportunidade - e responsabilidade - de criar um ser humano pode ser assustador, em especial nos dias de hoje com tantas inseguranças e incertezas em relação ao futuro. Mas ir aos poucos, dia a dia, acompanhando o crescimento e amadurecimento desse ser e construindo pedacinhos do meu próprio legado é a sensação mais gratificante que existe!

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